segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Materia do Jornal O Estado RJ

Como anda a saúde do tráfego aéreo brasileiro

Jornal O Estado RJ conta com exclusividade o dia a dia de um controlador de voo

Getty Images
O Jornal O Estado RJ foi investigar a “saúde” do tráfego aéreo brasileiro, devido à proximidade de eventos internacionais no país, como a Copa do Mundo e a Olimpíada. Com isso, foi entrevistado um controlador de voo com mais de 34 anos de experiência, que preferiu não ter sua identidade revelada, e contou como é o dia a dia desses profissionais que são responsáveis por zelar pela vida de milhões de pessoas que voam pelo país afora. O controlador revela pontos negativos e falhas no sistema aéreo nacional.

O Estado RJ: Há quanto tempo trabalha como Controlador de Tráfego Aéreo?

Fonte: Sou controlador de Tráfego Aéreo há 34 anos, tenho 56 anos e estou próximo de me aposentar, por direito, com 35 anos de profissão. Mas não sei como fazer isso, pois nosso salário é uma junção de gratificações e na hora de me aposentar, querem tirar todos esses benefícios e com isso, ganhar muito menos do que ganho hoje. Não dá para ficar recebendo só o salário, é muito pouco por tudo que fizemos e fazemos. Para eu continuar recebendo o que ganho hoje, dependo de uma ação ordinária da justiça, de uma liminar para eu poder manter o meu salário integral. Só não sei o que será de mim enquanto isso não sair. Se me aposentar agora, vou perder mais de mil reais em relação ao que ganho hoje.

O Estado RJ: Existe algum plano de carreira para os controladores?

Fonte: A nossa profissão não é regulamentada, e isso só ocorre pelo fato de termos civis e militares trabalhando na mesma função. Se não há regulamentação, não pode haver um plano de carreira. O salário dos civis não pode ser maior do que o dos militares e nem o dos militares pode aumentar, pois tem que seguir a hierarquia do regime militar. Por lei, eu poderia me aposentar com 25 anos de trabalho, pois minha profissão é insalubre, mas o funcionário público nunca teve a aposentadoria especial votada pelo Congresso, desde que foi feito o Regime Jurídico Único. Mesmo recebendo insalubridade, não temos esse direito.

O Estado RJ: Muitos voos chegam e saem do país a cada hora. É seguro voar de avião?

Fonte: Eu não me sentiria seguro não. Os controladores não estão preparados para o volume de aviões que circulam hoje no país. A preparação é muito superficial, e poucos têm experiência. Além do mais, órgãos competentes estão repletos de pessoas com pouco conhecimento do setor, mesmo elas assumindo cargos de chefia. Não bastasse isso, existe uma desistência muito grande nessa área devido à grande responsabilidade, ao excesso de pressão e ao salário não muito atrativo. Então, muitos ficam ali até conseguirem passar em outros concursos. 

Já os concursos de admissão existem todo ano, mas a evasão de pessoal é muito maior do que a demanda. A profissão não é regulamentada, por este motivo vivenciamos esse entra e sai, prejudicando demais a qualidade do serviço prestado. O problema é que se esse serviço não for prestado da forma correta, coloca em risco a vida de muitas pessoas.

O Estado RJ: Qual sua opinião sobre militarização do controle do espaço aéreo?

Fonte: Para mim, tráfego aéreo e regime militar não combinam. Só em alguns países subdesenvolvidos que o controle está na mão dos militares. O Brasil é um país que cresce, a economia cresce, o tráfego aéreo cresce também, mas só em número de aviões, pois a estrutura ficou estagnada e isso só tende a piorar.

O Estado RJ: Casos de quase colisão são muito frequentes?

Fonte: Muito, muito, muito... mas isso se dá, como já falei, pela falta de preparo e interesse dos profissionais que estão ali geralmente cansados, pois vieram direto de um curso, da faculdade ou de outro trabalho até. Na minha época, muitos colegas também exerciam outras funções, como médicos, dentistas, professores, além  de controladores de voo, mas tinham o controle de voo como um prazer. Até uns anos atrás eu amava minha profissão, hoje faço por obrigação.

O Estado RJ: É uma responsabilidade enorme tomar conta de vários voos simultaneamente. Existe um preparo psicológico para os profissionais?

Fonte: A verdade é que quem se interessa mais pela profissão se vira do jeito que consegue. Isso vai muito de cada um também, a parte emocional conta bastante. Ali dentro, vivemos em um estresse constante e o problema é conseguir sair de um dia de trabalho sem levar aquilo pra casa ou até mesmo trazer os problemas pessoais para o trabalho. Até temos um auxílio psicológico, mas somente posterior a um fato e não um trabalho de educação, algo preventivo para tentar evitar um transtorno ou um distúrbio emocional no controlador. Temos que ter muito sangue frio e atenção redobrada.

O Estado RJ: O que foi na verdade o “Apagão Aéreo"?

Fonte: A verdade é que os controladores ficaram arrasados com a “covardia” do governo em apontar os controladores que estavam trabalhando em São José dos Campos (local onde o Legacy decolou rumo aos Estados Unidos), como culpados pelo acidente entre o 737 da Gol e o Legacy em setembro de 2006 na Amazônia. Mas para o governo, é muito mais fácil apontar um culpado do que assumir que esses mesmos controladores não estavam preparados para estarem onde estavam, pois foram reprovados diversas vezes pelos instrutores, mas como não havia pessoal suficiente para suprir a demanda, tiveram que assumir  o controle mesmo assim.

Com isso, nós resolvemos adotar uma operação padrão, onde aumentamos a distância de um avião para o outro reduzindo a possibilidade de um eventual acidente, mas o governo, ao invés de nos apoiar, mandou prender todos os controladores militares que resolveram adotar esse procedimento.

O Estado RJ: Depois desse “apagão”, o Brasil está preparado para receber eventos de grande porte como Copa e Olimpíada?

Fonte: De forma alguma, hoje, cinco anos depois de tudo que se passou, o número de controladores é o mesmo daquela época. Mas em compensação a aviação cresceu uns 60%, por isso eu digo que estamos à beira do caos. Tráfego aéreo não é só saguão de aeroporto. Podemos perceber isso no próprio Galeão (Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim), onde se demora bastante tempo para encontrar uma vaga no estacionamento. Diariamente, filas se formam na entrada do aeroporto

sábado, 3 de setembro de 2011

Volta ao debate a Desmilitarização de controle de voo


31 Agosto 2011
Volta ao debate a Desmilitarização de controle de voo

Preocupado com o crescimento do tráfego aéreo no país e as falhas nos mecanismos de segurança, o Planalto voltou a negociar com os controladores de voo. Na quinta-feira, o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, conversou por três horas com representantes da categoria, reabrindo as discussões sobre a desmilitarização do setor.
Os controladores apresentaram ao ministro uma radiografia do sistema. Entre os participantes da reunião, estavam militares afastados das funções e que respondem a processo no Superior Tribunal Militar pelo motim de 2007. Foi mais um passo nessa reaproximação. Na segunda-feira passada, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já havia prestado depoimento em defesa dos 51 réus da greve branca que paralisou os principais aeroportos do país naquele ano.
Um dia antes do encontro com os controladores, Bittencourt havia dito em entrevista a ZH que os problemas da categoria “estavam superados”. Na edição de domingo, a Zero Hora (ZH) revelou como erros sucessivos no controle de tráfego aéreo quase resultaram em novos acidentes. Somente no Cindacta 1, em Brasília, há pelo menos 16 ocorrências de quase colisão registradas neste ano. A Aeronáutica, contudo, garante que o sistema é seguro e cita auditorias de organizações internacionais, segundo as quais o Brasil atinge 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.
Desde 2008 o governo flerta com a desmilitarização. Em novembro daquele ano, lideres dos controladores chegaram a discutir os termos da mudança com o então ministro da Defesa Nelson Jobim e a direção da Agência Nacional de Aviação Civil. O modelo em estudo previa a criação de uma empresa de capital misto para exercer o controle do tráfego aéreo no país. Seria uma espécie de Infraero (estatal que administra aeroportos), mas com participação da iniciativa privada. Os controladores continuariam como servidores públicos, mas sob regime civil. As negociações, porém, foram suspensas.
O Planalto esbarra na resistência do comando da Aeronáutica. Os oficiais se recusam a abrir mão do controle aéreo e temem perder os recursos garantidos pela gestão do sistema, estimados em R$ 2 bilhões anuais. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) não vê problemas em uma eventual desmilitarização. Para Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Snea, o importante é que o controle aéreo seja seguro e eficiente. Já o Sindicato Nacional dos Aeronautas prefere o fim da gestão militar.
– Não há transparência. Ninguém sabe o que acontece nas torres, nos controles de área e de aproximação – reclama Carlos Camacho, diretor de segurança de voo da entidade.

FONTE: ZERO HORA

sábado, 30 de julho de 2011

Cenipa diz estar 'preocupado' com aumento de acidentes aéreos no país

http://webmail.ignegocios.com.br/hwebmail/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.fab.mil.br%2Fportal%2Fcapa%2Findex.php%3Fdatan%3D22%2F06%2F2011%26page%3Dmostra_notimpol%2335

74 acidentes já foram registrados em 2011; 67% do total de 2010. Conscientização de pilotos e fiscalização podem coibir tragédias, diz coronel.
Relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) aponta aumento no número de acidentes aéreos registrados no país. Até 20 de junho de 2011, foram registrados 74 acidentes. O número representa 67% do total de 2010, quando foram contabilizados 110 casos.
“Estamos preocupados, pois percebemos que está aumentando o número de acidentes no Brasil”, disse ao G1 o chefe da Divisão de Aviação Civil do Cenipa, tenente-coronel Frederico Alberto Marcondes Felipe.
“Embora saibamos que o número bruto seja apenas um indicativo, temos que olhar com cuidado e observar em comparação com o total da frota do país, que também vem crescendo. Os números comparativos ainda estão sendo consolidados”, afirma o oficial.
O último comparativo é de 2009, quando foram registrados 113 acidentes - o número representou 0,14% da frota total que voava no Brasil naquele ano. O pico ocorreu em 2007, quando 0,39% do total de aeronaves brasileiras sofreram acidente (foram 102 ocorrências). Os números são quase o dobro do registrado no período entre 2000 e 2005, ano este em que uma lei federal criou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), autarquia que tem a responsabilidade de regular e fiscalizar a aviação civil brasileira. Entre 2001 e 2005, o número de acidentes anuais variou entre 58 e 73 (veja tabela abaixo).
“Mesmo que o percentual em relação ao total da frota seja baixo, os acidentes vêm aumentando a cada ano. E isso é uma coisa indesejada, que não queremos”, diz o coronel Felipe.
“Nossa meta é zerar o número de acidentes. Isso é difícil, mas já conseguimos manter alguns períodos sem registros em alguns tipos de aviação. Isso porque analisamos os casos por segmento, separando a aviação civil regular, a aviação agrícola, os voos de instrução, entre outros”, afirma. O oficial aponta que o objetivo da investigação de acidentes aéreos, responsabilidade do Cenipa, é a prevenção.
Helicópteros
Os dados indicam também aumento no número de acidentes com helicópteros. O indicador, que fechou os anos de 2001 e 2002 com apenas 8 casos anuais, chegou a 20 em 2010. Até 20 de junho de 2011, foram contabilizados 10 casos, incluindo o helicóptero que caiu em Porto Seguro, na Bahia, na última sexta-feira (17), deixando sete mortos.
A frota de helicópteros no país começou a ser computada pela Anac em 1996, com 547 unidades. Em 2000, o número chegou a 845 e, em 2010, a frota de helicópteros no país tinha 1.518 aeronaves registradas, segundo a Anac. São Paulo e Rio de Janeiro lideravam, com 593 e 320 helicópteros, respectivamente.
Conforme as convenções internacionais, é considerado um acidente aéreo quando a aeronave sofre danos graves ou há vítimas feridas ou mortas. Cada caso é analisado separadamente, diz o coronel. “Nossa investigação tem como finalidade a prevenção na área de segurança de voo. É muito importante apontar os fatores que contribuíram, para alertar para que novos acidentes não ocorram no futuro”, afirma ele.
Voos irregulares
O Cenipa ainda não possui números consolidados sobre o percentual dos acidentes em que houve desrespeito às regras de tráfego aéreo, mas a divulgação de irregularidades em voos preocupa. “Estamos bastante preocupados com os acidentes também porque há casos em que o piloto não estava devidamente habilitado ou a aeronave não estava com a manutenção adequada ou atualizada”, diz o coronel.
 
Este foi o caso do helicóptero que caiu na Bahia, em que o comandante da aeronave usou o brevê de outro piloto do Rio de Janeiro para decolar, já que sua habilitação estava vencida desde 2005, segundo a Anac. “Algumas vezes, somos notificados de acidentes aéreos com semanas de atraso. E, quando isso acontece, possivelmente pode ter algo irregular com o piloto ou a aeronave”, aponta.
Para diminuir o número de acidentes, o oficial do Cenipa diz serem necessárias duas linhas de ação. “Primeiro, temos que fazer os pilotos e os integrantes do sistema aéreo terem maior consciência dos riscos a que ficam expostos quando deixam de cumprir as regras. Segundo, é necessário aumentar a fiscalização, para que se possa coibir isso”, afirma ele.
Relatório da Aeronáutica que analisou os principais fatores contribuintes em acidentes aéreos entre 2000 e 2009 determinou que, em 69,4% dos casos, um erro no julgamento dos pilotos interferiu na tragédia. Em 47,7% dos acidentes ficou constatada também falta de planejamento e, em 28,1%, o fator “indisciplina de voo” interferiu no acidente.
Segundo o coronel, o que faz com que o piloto tenha um erro de julgamento são, principalmente, as instruções que teve em sua formação de voo. “Com certeza, a instrução é um fator importante e que faz a diferença na vida do piloto e em toda a decisão que ele tomará durante a vida”, afirma.
Fiscalização
Em nota, a Anac informou que menos de 2% dos voos fiscalizados pelo sistema de vigilância Decolagem Certa em abril de 2011 estavam irregulares. Segundo a agência, o sistema permite monitorar aeronaves, "impedindo que sejam iniciados voos em que haja não conformidades em relação a requisitos da tripulação ou da aeronave". A Anac não informou o percentual de aeródromos do país em que o programa é utilizado.
A fiscalização é feita da mesma forma que nos demais países do mundo que seguem as determinações da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), ocorrendo de forma programada, não-programada e em caso de denúncia, afirma a agência.
A Anac diz que a validade dos dados informados na hora do voo “são de responsabilidade do piloto” e que, caso haja fraudes nas informações, ele será responsabilizado criminalmente e também sofrerá sanções, que vão desde suspensão de habilitação até multa. Sobre o caso específico da tragédia na Bahia, a Anac informa que ainda aguarda o Cenipa confirmar a matrícula da aeronave e o número da habilitação do piloto para se pronunciar sobre irregularidades.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

FEBRACTA (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo)

Visite o site!!!!
http://www.febracta.com.br/
Você irá se surpreender com a quantidade de informação!

Mudanças na Circulação Aérea Geral (CAG) na Região Nordeste

Publicado por Febracta VP-Nordeste – 20/06/2011
Recentemente chegou ao conhecimento desta Vice-Presidência algumas mudanças que estão sendo implementadas na circulação aérea envolvendo o Centro de Controle de Área de Recife[1] (ACC-RE) e os Controles de Aproximação (APPs)[2] da Região Nordeste. É sabido que mudanças causam resistências, mas no caso em questão não parece ser simples resistência à novidades os diversos conflitos que estão ocorrendo envolvendo os controladores de tráfego aéreo do APP-SV, do ACC-RE, da Torre de Controle de Salvador (TWR-SV) e pilotos. Com o intuito de levantar discussões e buscar sugestões, vamos ver alguns pontos do Acordo Operacional firmado entre ACC-RE e o APP-SV.
Primeiramente o ACC-RE delega responsabilidade de parte das Áreas Inferiores de Controle 1 e 4 (CTAs-1 e 4) de sua área de jurisdição para o APP-SV, com limites verticais inferior e superior, respectivamente, nos níveis de voo 085 e 195 (exclusive)[3] e raio de 60NM do VOR SVD[4]. Esta delegação também inclui as projeções dos limites laterais dessa área, o que implica na prestação dos serviços de informação de voo e alerta. Segundo, é a orientação para que todas as aeronaves chegando pelo setor Sul da Terminal Salvador[5] (TMA-SV), pelas aerovias UZ17, UW58, UZ10 e UW50[6], sejam orientadas para a posição JUDAS (posição fictícia no espaço para orientar os pilotos). Em terceiro, é o que estabelece que as aeronaves saindo da TMA-SV não devem cumprir os perfis de Saída estabelecidos em Cartas Aeronáuticas publicadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e sim aqueles publicados nos Anexos 1 e 2 do Acordo Operacional. Em quarto plano, e talvez o pior deles, é o fato de que o referido Acordo não se encontra publicado em lugar nenhum, ou seja, os stakeholders (http://www.knoow.net/cienceconempr/gestao/stakeholder.htm) que pagam pelo serviço prestado não sabem das mudanças, o que pode levar a conflitos entre os Órgãos e entre estes e seus clientes imediatos, os pilotos, elevando a carga de trabalho e stress desses dois principais atores do Sistema de Aviação Civil.  Os conflitos entre órgãos de controle aqui mencionados dizem respeito à troca de informações, chamadas de Coordenação, entre si para dar fluidez ao tráfego.
Estas mudanças são justificadas pelo ACC-RE devido à pouca quantidade e baixo nível de experiência (70% dos controladores têm entre 1 e 3 anos de experiência), talvez sem estrutura adequada para atender a demanda atual de tráfego e também visando compensar o aumento da sua área de jurisdição quando assumiu parte da área de responsabilidade do ACC Brasília tempos atrás. E há planos para assumir mais uma fatia dessa área.
Do exposto acima, algumas questões preocupam essa Vice-Presidência. Soubemos que não houve treinamento em conjunto envolvendo os controladores do ACC e do APP antes da implantação dessas mudanças; houve aumento da distância percorrida pelas aeronaves provenientes do setor oeste (Brasília), o que é um contra censo em tempos de procedimentos PBN (Navegação baseada em Performance) que buscam otimizar as trajetórias, reduzindo o consumo de combustível e diminuindo as poluições ambiental. O quarto tópico abordado tem um caráter jurídico questionável em caso de incidente ou acidente, pois a aeronave é obrigada a cumprir um procedimento que não está publicado pelo Provedor do Serviço de Navegação Área. Se a instrução de mudança for dada após a decolagem, pode não haver problema, pois faz parte da rotina de trabalho dos controladores alterar uma instrução anterior. Porém, a Saída a ser informada e cumprida inicialmente, deve ser aquela que está publicada em carta oficial do DECEA.
Esta Vice-Presidência está atenta e espera que as preocupações aqui expostas sejam objeto de mudanças no Acordo Operacional e ajudem a mitigar ou eliminar os conflitos originados por esse Acordo Operacional um tanto estranho. É nossa contribuição para evitarmos “dissabores” para os controladores, pilotos e, quem sabe,  impedir que seja amplificada para outros setores sociais.


[1] Localizado no Centro Integrado de Defesa Área e Controle de Tráfego Aéreo em Recife.
[2] Órgãos localizados nas principais capitais para orientar os tráfegos que chegam e saem, dentro de um raio de 100km de um aeroporto;
[3] Correspondem a altitudes de 2550m e 5850m;
[4] Auxílio rádio à navegação área instalado em terra;
[5] Área circular com raio de 80km, agora aumentada para 120km aproximadamente;
[6] Rotas usadas por aeronaves de grande porte a jatos executivos;

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Entrevista sobre Aviacao Civil na TV Senado

Segue abaixo o link para o programa Cidadania da TV Senado, onde o Consultor Victor Carvalho Pinto, estudioso do tema sobre aviação civil, faz várias considerações importantíssimas além de esclarecer muito do que é a visão dos controladores de tráfego aéreo.
Informo que o vídeo esta dividido em 3 partes, logo abaixo do vídeo, onde tem as explicações do tema, existe parte1, parte2, parte3, basta clicar na medida que for necessário.
Aproveitem!!!!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Controladores: sem pessoal, problema de aeroportos não se resolve

30 de abril de 2011 08h43

Claudia Andrade
Direto de Brasília
Filas, atrasos e cancelamentos de voos. Uma repetição do caos aéreo enfrentado pelos brasileiros no final de 2006 e início de 2007 é dada como certa por representantes da categoria dos controladores de voo em 2014, ano da Copa do Mundo de futebol, e 2016, quando o Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas. Além dos problemas para embarcar, contudo, o alerta também é feito para a segurança dos voos, afetada pela falta de mão de obra preparada para lidar com o aumento no tráfego aéreo.
A principal reclamação dos profissionais é que a preocupação com as obras nos aeroportos não está acompanhada de discussões sobre o pessoal que atua nos bastidores e cuja função é essencial para assegurar que os passageiros chegarão ao destino. Para a categoria, além do número insuficiente de controladores, os que estão em atividade são jovens inexperientes, na faixa etária dos 20 anos, e não tiveram treinamento adequado.
"Podemos ter problemas sim. Se você tem um volume de tráfego muito grande, precisa de pessoas que realmente tenham capacidade e controle emocional para lidar com a situação", disse o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Voo, Jorge Botelho. "Quem estiver entrando agora ainda estará em período de estágio na Copa. E precisamos lembrar que nem todo mundo se adapta à profissão".
Segundo eles, o número insuficiente de trabalhadores resulta em sobrecarga de trabalho aos que estão na função, principalmente com o aumento do número de voos em todo o País. "No período da crise, um controlador tinha que dar conta de 14 aviões, o que já é muito. Hoje, chega a ser 20 aeronaves controladas ao mesmo tempo. E, se o sistema falha, o controle tem que ser todo manual", disse o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA), Edleuzo Cavalcante.
Ele disse que a entidade recebe relatórios frequentes de incidentes aéreos, muitos deles decorrentes da imperícia de controladores. Na maior parte dos casos, duas aeronaves se aproximam mais do que o recomendado, o que provoca risco de acidentes. Também há registros de falhas em sistemas de radar e interferências na comunicação. A questão da inexperiência dos controladores é agravada, segundo a ABCTA, pelo fato de que muitos profissionais com mais tempo de serviço foram afastados da função depois da crise aérea por apontarem problemas no setor. Acabaram classificados como "liderança negativa", como ocorreu com Cavalcante
A associação contabiliza aproximadamente 3,1 mil controladores de voo no Brasil, quando o mínimo necessário seria 5 mil. A evasão anual chega a 300 profissionais, que se aposentam ou investem em outras profissões. Preparar pessoal para completar o quadro até a Copa do Mundo é tarefa impossível, segundo os representantes dos controladores, porque leva tempo: pelo menos quatro anos para se adquirir capacidade plena para o trabalho.
Segundo a ABCTA, em 1994, a preparação de um controlador de voo incluía 240 horas de treinamento com tráfego aéreo real, número que caiu para 30 horas com tráfego real, complementado com o uso de simuladores.
A questão salarial também é apontada como fator que desfavorece a permanência na profissão. A remuneração média é de R$ 3,5 mil, valor considerado baixo para a responsabilidade que o cargo exige. Segundo Botelho, o governo havia prometido uma reestruturação da profissão, que seria negociada em 2008, o que não ocorreu: "isso desanimou muita gente". Ele afirmou, contudo, que a preocupação com os salários vem depois da preocupação com a qualificação dos profissionais e lembrou que uma reivindicação antiga ainda não está em vigor: o domínio do inglês. "Um militar não tem que ter noção nenhuma de inglês para entrar para a escola de preparação. O civil tem que ter uma noção, que não é suficiente".
A discussão sobre a necessidade de os controladores terem domínio da língua inglesa começou após a queda do voo 1907 da Gol, em 2006. Um série de erros, entre eles falhas na comunicação entre as torres e os pilotos de um jato Legacy - ambos americanos -, levaram ao choque entre as duas aeronaves e à queda do Boeing. O acidente matou 154 pessoas
Uma emenda à medida provisória 527/11, que tramita no Congresso, prevê prova escrita e oral de língua inglesa nos concursos públicos para o cargo, "para fins de aferição do domínio do vocabulário técnico, de aviação e controle de voo". O texto da MP elaborado pelo Executivo cria 100 cargos efetivos de controlador de tráfego aéreo, número que as entidades consideram muito aquém do necessário. "Queria ser otimista, mas acredito que teremos muitos problemas durante a Copa no controle do tráfego aéreo. Hoje se fala em aeroportos e pistas, que também são importantes, mas se não tiver pessoal, o problema não se resolve", afirmou Cavalcante.
O Terra enviou à Força Aérea Brasileira um pedido de entrevista e algumas perguntas sobre a situação dos controladores de voo no País, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

sábado, 30 de abril de 2011

Segurança de Voo - Informe-se

SEGURANÇA NO VOO

Evasão de controladores preocupa

Tarso Veloso | De Brasília

A evasão dos controladores aéreos pode ser um grande problema da aviação brasileira nos próximos anos, além da deficiente infraestrutura dos aeroportos.
Cerca de 300 profissionais abandonam seus postos de trabalho todos os anos ou vão para a reserva, segundo a Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA). Esse é praticamente o mesmo número de formados anualmente, calcula a associação, o que leva o país a ter a mesma quantidade de controladores de voo da época do caos aéreo de 2007, cerca de 3.100 profissionais militares. As queixas da época, como de excesso de horas trabalhadas, portanto, não foram sanadas.

O diretor de mobilização da ABCTA, Edileuzo Cavalcante, disse que quase todos os dias recebe relatos de incidentes aéreos - como um avião que se aproxima mais do que o permitido de outro.

"Somente nos últimos dias foram nove, em Brasília, São Paulo e Nordeste. A maioria dos casos acontece nos voos de alta altitude".

Ele foi um dos afastados da Aeronáutica em 2007 por "praticar lideranças negativas" e passou por um processo administrativo que decidiu pela sua expulsão na semana passada. Segundo Cavalcante, há mais de 100 controladores respondendo a processos por causa da mobilização de 2007. Uma fonte ligada ao controle de segurança de voo revelou ao Valor que, há cerca de três meses, o comissário de uma companhia aérea relatou um grande risco de colisão entre sua aeronave e outra de menor porte enquanto sobrevoavam o Estado de São Paulo, por causa do acúmulo de tráfego aéreo. "O numero de controladores ainda não é o suficiente. O sistema atual dá um ar de normalidade à situação", comentou Cavalcante.

Os controladores têm migrado para a iniciativa privada.

"O pessoal de alto nível, com muitos anos de estudo, não encontrou crescimento na carreira e desistiu, partindo para outros concursos ou indo para a iniciativa privada", disse Cavalcante. Hoje a remuneração líquida para um recém formado é de R$ 2.485,11, o que leva controladores a encontrar oportunidades de trabalho com melhor remuneração, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Voo, Jorge Botelho.

O aumento do volume de tráfego aéreo nos últimos anos, segundo Botelho, foi superior ao número de controladores. Além da falta de profissionais, eles continuam sobrecarregados de trabalho, cumprindo até 170 horas mensais. "Para se ter uma ideia do que isso significa, no auge da crise aérea, a jornada era de 120 a 140 horas por mês. O recomendado são 120 horas mensais, nível que tínhamos em 2006", disse Botelho.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) explicou, por meio de nota, que a meta é atingir 3.420 controladores em 2016. "Ressalta-se ainda que o número atual de controladores de tráfego aéreo, superior a 3.100, é adequado para a operação em total segurança das aeronaves que sobrevoam o espaço aéreo brasileiro. Mesmo assim, o Comando da Aeronáutica continua a investir no setor para atender à demanda durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016".

A Força Aérea Brasileira (FAB) disse que as inovações em tecnologia são fundamentais para se reduzir o número de controladores. Em 2010, o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) ampliou em 50% a sua capacidade de controle do espaço aéreo. Em janeiro daquele ano, o órgão podia controlar 30 aeronaves simultaneamente. Em julho, o número subiu para 45 e chegará a 60 tráfegos simultâneos em 2012.
Ainda existe uma divisão dos profissionais em dois regimes: militares na ativa e civis, com salários e demanda de trabalho diferente, gerando conflitos dentro da categoria. Os civis são 20% do contingente total, segundo a ABCTA.

Um profissional bem treinado requer quatro a cinco anos, portanto, não existe tempo hábil para se formar profissionais bem qualificados para a Copa do Mundo. "Para se ter uma ideia, o curso mais rápido tem a duração de 10 meses, jogando uma pressão nessas pessoas que, na maioria das vezes, não tem condições de suportar", disse Botelho. Segundo ele, a FAB reduziu o tempo de treinamento de 300 horas para 90 horas.

O chefe do SRPV, vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB),coronel Carlos Minelli de Sá, assegurou que a contratação de novos controladores foi acelerada no último ano e que existe um planejamento bem montado para preencher todas as vagas. "Os novos especialistas são formados em um ritmo que não se baseia somente na evasão, mas também nos militares que vão para a reserva", disse Minelli.

Essa saída de profissionais para trabalhar em outras áreas é considerada normal para o SRPV. "Temos um número de evasão de controladores compatível com outras atividades, como pilotos e soldados", disse Minelli. Os motivos para as saídas são a busca por outros desafios ou por não se enquadrar dentro das regras militares.
A falta de crescimento profissional não pode ser considerada fator responsável pela saída dos controladores, segundo Minelli. Para ele, existem várias formas de ascender na carreira de um profissional que cuida do espaço aéreo. O funcionário pode continuar trabalhando na área de controle durante um bom tempo, mas dentro dela existem várias possibilidades, podendo, no futuro, assumir cargos de chefias ou supervisão.
A Aeronáutica abriu concurso para preencher 160 vagas de controlador de tráfego aéreo. Serão aceitos somente os profissionais formados.

Programa da CBN Fato em Foco sobre aeroportos e concessões

Informe-se!

http://cbn.globoradio.globo.com/Player/playerOndemand.htm?audio=2011%2Fcolunas%2Ffatofoco_110430&OAS_sitepage=cbn/programas/noticiaemfoco%2Fplayer

Infraero diz que aeroportos estarão preparados para a Copa


Eduardo Laguna | Valor
26/04/2011 14:52
 
SÃO PAULO – Preocupada com a condução do cronograma de obras para a Copa do Mundo de 2014, a presidente Dilma Rousseff passou a cobrar de órgãos do governo ligados à infraestrutura uma aceleração dos projetos relacionados a aeroportos.
Hoje, o superintendente regional da Infraero em São Paulo, Willer Larry Furtado, garantiu que será possível cumprir os prazos e disse que o governo deverá definir nos próximos dias a coordenação dos esforços para preparar a infraestrutura aeroportuária do país ao evento esportivo.
“Até o momento, os investimentos previstos para São Paulo estão sendo executados”, comentou Furtado, que participou nesta terça-feira da solenidade de abertura da Airport Infra Expo, feira sobre infraestrutura em aeroportos realizada na capital paulista.
Ele citou a última grande reforma do aeroporto de Congonhas, realizada em 18 meses, como um exemplo que comprova a viabilidade de concluir a tempo as ampliações ou remodelações de aeroportos. “Então, se houver esforço e dedicação, com o trabalho e participação de todos, será possível cumprir os prazos”, disse a jornalistas.
A Infraero prevê investimentos de R$ 9 bilhões em aeroportos até 2014, mas a proximidade de dois grandes eventos esportivos – a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 – e o aumento na demanda de passageiros trazem maior urgência na realização das obras.
Um estudo da consultoria McKinsey mostra que o país terá que mais do que dobrar sua capacidade – atualmente em 130 milhões de passageiros por ano - para atender a uma demanda que chegará a 310 milhões de usuários até 2030.
A presidente Dilma tratou desse tema ontem em reunião com autoridades ligadas à infraestrutura e deverá voltar a discutir as ações para os aeroportos na próxima sexta-feira.
Controladores de voo
As necessidades não se restringem apenas a investimentos em infraestrutura. Também envolvem a contratação de mão de obra. Até a Copa do Mundo, o Brasil terá que formar mais 500 controladores de voos, segundo o Brigadeiro Luiz Claudio Ribeiro da Silva, que chefia o subdepartamento de operações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
Segundo ele, o Brasil já conta com aproximadamente 3 mil controladores, um número suficiente para atender à atual demanda aérea. Para investimentos em tecnologia, além de custeio, o Decea tem um orçamento anual próximo a R$ 1 bilhão, disse.
“Estamos implantando sistemas de Tecnologia da Informação novos. Se você visitar qualquer órgão de controle brasileiro, você vai ver sistemas similares aos de grandes centros da Europa, Estados Unidos ou grandes países da Ásia”, afirmou Ribeiro.
(Eduardo Laguna | Valor)

Entrevista com: Jorge Botelho do SNTPV, Sindicato nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Voo e Edleuzo Cavalcante da ABCTA, Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo.

Informe-se!!

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5103048-EI306,00-Controladores+sem+pessoal+problema+de+aeroportos+nao+se+resolve.html

Controladores: sem pessoal, problema de aeroportos não se resolve

CLAUDIA ANDRADE - 30 de abril de 2011 - 08h43minDireto de Brasília

Filas, atrasos e cancelamentos de voos. Uma repetição do caos aéreo enfrentado pelos brasileiros no final de 2006 e início de 2007 é dada como certa por representantes da categoria dos controladores de voo em 2014, ano da Copa do Mundo de futebol, e 2016, quando o Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas. Além dos problemas para embarcar, contudo, o alerta também é feito para a segurança dos voos, afetada pela falta de mão de obra preparada para lidar com o aumento no tráfego aéreo.

A principal reclamação dos profissionais é que a preocupação com as obras nos aeroportos não está acompanhada de discussões sobre o pessoal que atua nos bastidores e cuja função é essencial para assegurar que os passageiros chegarão ao destino. Para a categoria, além do número insuficiente de controladores, os que estão em atividade são jovens inexperientes, na faixa etária dos 20 anos, e não tiveram treinamento adequado.

"Podemos ter problemas sim. Se você tem um volume de tráfego muito grande, precisa de pessoas que realmente tenham capacidade e controle emocional para lidar com a situação", disse o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Voo, Jorge Botelho. "Quem estiver entrando agora ainda estará em período de estágio na Copa. E precisamos lembrar que nem todo mundo se adapta à profissão".

Segundo eles, o número insuficiente de trabalhadores resulta em sobrecarga de trabalho aos que estão na função, principalmente com o aumento do número de voos em todo o País. "No período da crise, um controlador tinha que dar conta de 14 aviões, o que já é muito. Hoje, chega a ser 20 aeronaves controladas ao mesmo tempo. E, se o sistema falha, o controle tem que ser todo manual", disse o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA), Edleuzo Cavalcante.

Ele disse que a entidade recebe relatórios frequentes de incidentes aéreos, muitos deles decorrentes da imperícia de controladores. Na maior parte dos casos, duas aeronaves se aproximam mais do que o recomendado, o que provoca risco de acidentes. Também há registros de falhas em sistemas de radar e interferências na comunicação. A questão da inexperiência dos controladores é agravada, segundo a ABCTA, pelo fato de que muitos profissionais com mais tempo de serviço foram afastados da função depois da crise aérea por apontarem problemas no setor. Acabaram classificados como "liderança negativa", como ocorreu com Cavalcante.

A associação contabiliza aproximadamente 3,1 mil controladores de voo no Brasil, quando o mínimo necessário seria 5 mil. A evasão anual chega a 300 profissionais, que se aposentam ou investem em outras profissões. Preparar pessoal para completar o quadro até a Copa do Mundo é tarefa impossível, segundo os representantes dos controladores, porque leva tempo: pelo menos quatro anos para se adquirir capacidade plena para o trabalho.

Segundo a ABCTA, em 1994, a preparação de um controlador de voo incluía 240 horas de treinamento com tráfego aéreo real, número que caiu para 30 horas com tráfego real, complementado com o uso de simuladores.

A questão salarial também é apontada como fator que desfavorece a permanência na profissão. A remuneração média é de R$ 3,5 mil, valor considerado baixo para a responsabilidade que o cargo exige. Segundo Botelho, o governo havia prometido uma reestruturação da profissão, que seria negociada em 2008, o que não ocorreu: "isso desanimou muita gente". Ele afirmou, contudo, que a preocupação com os salários vem depois da preocupação com a qualificação dos profissionais e lembrou que uma reivindicação antiga ainda não está em vigor: o domínio do inglês. "Um militar não tem que ter noção nenhuma de inglês para entrar para a escola de preparação. O civil tem que ter uma noção, que não é suficiente".

A discussão sobre a necessidade de os controladores terem domínio da língua inglesa começou após a queda do voo 1907 da Gol, em 2006. Um série de erros, entre eles falhas na comunicação entre as torres e os pilotos de um jato Legacy - ambos americanos -, levaram ao choque entre as duas aeronaves e à queda do Boeing. O acidente matou 154 pessoas.

Uma emenda à medida provisória 527/11, que tramita no Congresso, prevê prova escrita e oral de língua inglesa nos concursos públicos para o cargo, "para fins de aferição do domínio do vocabulário técnico, de aviação e controle de voo". O texto da MP elaborado pelo Executivo cria 100 cargos efetivos de controlador de tráfego aéreo, número que as entidades consideram muito aquém do necessário. "Queria ser otimista, mas acredito que teremos muitos problemas durante a Copa no controle do tráfego aéreo. Hoje se fala em aeroportos e pistas, que também são importantes, mas se não tiver pessoal, o problema não se resolve", afirmou Cavalcante.

O Terra enviou à Força Aérea Brasileira um pedido de entrevista e algumas perguntas sobre a situação dos controladores de voo no País, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Resposta da FEBRACTA à Rede Globo.

Brasília, 25 de abril de 2011.

Sobre a matéria da Série “ÚLTIMA CHAMADA”, veiculada na madrugada do dia 23 de abril de 2011, no Jornal da Globo, oferecemos as seguintes considerações:

Para nós, CONTROLADORES DE TRÁFEGO AÉREO, está de parabéns a Rede Globo pela bela iniciativa, com uma apresentação objetivamente correta a respeito do Sistema de Controle do Espaço Aéreo. Um verdadeiro show de belas imagens. Aproveito para cumprimentar o apresentador, William Waack. Certamente sua desenvoltura ao apresentar a matéria está relacionada ao alto grau de dedicação profissional.
Quanto às informações sobre o Sistema de Controle do Espaço Aéreo, em relação aos avanços tecnológicos do sistema de controle, ao número ideal de controladores de tráfego aéreo, lamentamos garantir-lhes haver lacunas de informação técnicas premeditadamente estabelecidas pela autoridade militar, que são única fonte de orientação à matéria apresentada.
Entendemos ser imprescindível e determinante à Segurança da Aviação Civil abrir a gestão da Aviação Civil a cada dia, a fim de possibilitar que a Opinião Pública exija mais de quem executa um serviço tão importante quanto este.
Nossa Opinião:
2. Observem a mensagem deixada pela Força Aérea quando se fala em “gargalos” da Aviação Civil para a Copa de 2014:

ü Como se nada tivessem a ver com a infraestrutura, a Força Aérea, simplesmente, critica os aeroportos e sua gestão. É bom lembrar que na INFRAERO, que, além de historicamente ter estado subordinada à FAB, até 2005, quando passou a subordinar-se ao Ministério da Defesa, acolhe os profissionais militares aposentados, ou seja, oficiais da reserva remunerada desempenhando sua segunda carreira profissional, inclusive em relação à presidência da INFRAERO;
ü A FAB se comunica muito bem ao impor sobre outras estruturas a responsabilidade por um possível colapso do sistema. No meio militar esta postura se refere a desviar a atenção de seus próprios problemas a fim de não macular uma imagem de eficácia até então muito bem trabalhada pelo eficiente Centro de Comunicação Social da Aeronáutica – CECONSAER.
2. Quanto aos controladores de tráfego aéreo:
ü Revejam suas próprias imagens da matéria veiculada esta madrugada. Observem haver a predomínio de militares de baixo ranking, 3ºs Sargentos. É bom lembrar que desde meados de 2007, após a manifestação de controladores nos Centros de controle, houve deliberado esvaziamento de competência técnica nas posições operacionais dos Órgãos de Controle de Tráfego Aéreo (Centro de Controle, Aproximação e Torre) por todo o país, especialmente em Brasília, sede do CINDACTA 1, e em Manaus, CINDACTA 4. O objetivo desta medida é prescindir da crítica profissional que os experientes sempre fizeram ao sistema como um todo (radares, comunicações ruins e falta de pessoal), o que os incomodava por demais, já que não há muita interação colaborativa entre o que os controladores pensam e no que a gestão militar determina.
ü Há falta de controladores, sim. Em 2007 a FAB informou haver 3100 controladores no Brasil e projetou formar, pelo menos mais 1000 controladores de tráfego aéreo até o fim de 2010, reconhecendo este problema. Previu, ainda, que em 2014 o sistema teria aproximadamente 5000 controladores. Em outubro de 2010 a Folha de São Paulo fez diversos questionamentos à FAB, a fim de checar o andamento desta questão. O gestor militar, inteligentemente, após negar tal meta, informou que a renovação tecnológica permitiu rever este número e disse que precisa, até 2014, ano da Copa, tão somente de mais 400 controladores. Nenhuma evolução tecnológica oferecida neste período permite tal afirmativa. Eles planejaram, sim, o acréscimo de controladores, mas as coisas não andaram como previram...
ü O que, de fato, acontece no bastidor é que há uma violenta evasão de mão de obra especializada, pois entraram no sistema quase 900 controladores novos, entretanto, saíram dele tantos quantos foram acrescentados, o que representa a tendência cada vez mais evidente entre nós. Desiludidos com a falta de perspectiva, controladores mais antigos, segregados pela capacidade crítica desfavorável aos interesses do gestor militar, buscam a recolocação profissional em diversas outras áreas do mercado de trabalho. Há, inclusive, controladores que, simplesmente, se demitiram para voltar à casa de seus pais e recomeçar os estudos. É bom lembrar que não adianta, sequer, manter o número atual de controladores, pois é insuficiente para atender a demanda de serviços de tráfego aéreo. As escalas atuais requerem, em média, 25% a mais de turnos trabalhados pelos controladores, em relação à 2006. É bom lembrar que prescindir de experiência é um mal maior do que, inclusive, prover as posições operacionais com novos recursos humanos, que só estarão prontos ao trabalho em, aproximadamente, 4 anos de serviço.
Há problemas anacrônicos, sim, no sistema, que expõem por demais a autoridade militar, mas há, também, um excelente mecanismo de vedação dos vazamentos destas informações. Isto ocorre com certa facilidade, até, já que a FAB NORMATIZA o serviço, através do DECEA, EXECUTA estes mesmos serviços de tráfego aéreo, através do DECEA, PREVINE de falhas, através do DECEA, e INVESTIGA as anomalias, também através do DECEA. Um clássico exemplo de “caixa preta”, com todas as saídas de informações controladas.
O cenário real do atual Controle de Espaço Aéreo Brasileiro é tenebroso. Há muitos gastos com renovação tecnológica, sim, mas há muito desencontro do que se deveria, realmente, fazer, pois quem decide sobre o futuro desta atividade profissional detém exagerado poder, livre de qualquer questionamento.
Não somos sindicalistas, não temos posições reivindicatórias, portanto. Nossas idéias, até 2006, sempre foram aceitas pelo gestor militar. Entretanto, após a colisão no ar em setembro de 2006, fomos denominados lideranças negativas e sofremos até hoje as conseqüências do bom trabalho de comunicação de massa “Fabiana”.
Recebemos, semanalmente, diversas informações sobre o que acontece no dia-a-dia do tráfego aéreo e, recentemente, alguns DOCUMENTOS chegaram até nós, diretores de associações, que corroboram o que já sabemos sobre esta gestão. O fundo dos problemas atuais do Controle de Tráfego Aéreo Brasileiro, ainda que o gestor militar insista em garantir a sensação de normalidade, está na crescente demanda pelos serviços de tráfego aéreo, no crescimento acentuado da aviação civil nacional e nas limitações deste modelo militarizado de gestão, em que a crítica é inexistente. O militar bem sabe que a infraestrutura aeroportuária não vai agüentar a pressão e dará sinais de suas limitações antes do controle de tráfego aéreo gritar, a menos que haja um novo acidente aéreo...
Em reunião da OIT, realizada em Genebra em 1979, foi recomendado que o tráfego aéreo civil seja gerido por entidade civil, conforme consta no item 15 do relatório desta reunião De fato, isto é inteligente. No nosso caso, entretanto, são 3 instituições que opinam, normatizam e determinam (ANAC, SAC e DECEA). E a militar é a que propondera neste caso, já que somo 80% controladores militares.
Recentemente DECEA enviou ofício à OACI explicando o funcionamento da ANAC e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA, instituição militar da FAB. Entendemos que a Gestão Civil do Controle de Tráfego Aéreo trará mais rapidez nas decisões e mais transparência aos assuntos correlatos, tal qual ocorre nos EUA ou em outros países desenvolvidos ou não.
Defendemos um Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro – SISCEAB Civil, para que se cumpram os princípios basilares da administração pública, contemplados no Art. 37 – CF 1988, quais sejam: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Defendemos a integração dos meios (rádio comunicações e radares) atualmente em vigor no país nos CINDACTAS, mas discordamos da GESTÃO, da maneira incorreta de se fazer o Controle de Tráfego Aéreo Nacional.
Não somos alarmistas irresponsáveis ou qualquer que seja a denominação que em geral nos dêem. Temos compromissos com a Segurança do Controle de Tráfego Aéreo, temos compromisso com a ordem pública (e por isto não estamos por aí, oferecendo denúncias, mesmo que tenhamos, inclusive, documentos comprobatórios do que afirmamos).
Estamos dispostos a conversar com vocês, caso haja séria intenção de evoluir no assunto. Caso a Rede Globo esteja satisfeita com o bom trabalho que faz, oriundo de única fonte de informações, buscaremos outros veículos que nos ouçam.
Somos brasileiros, também! Merecemos ser considerados em assuntos desta natureza!
Um Forte Abraço,

Federação Brasileira de Associações de Controladores de Tráfego Aéreo

Moisés Gomes de Almeida
Presidente – 061 8116 8664

Acesse: www.febracta.com 4

RECOMENDAÇÕES PARA PESQUISA:
1. Relatório do Grupo de Trabalho Interministerial (2006);
2. Relatório do TCU sobre o SISCEAB (2006);
3. Site da ABCTABS, revista Vetor Brasil;
4. Parecer jurídico sobre o SAC;
5. Carta de Brasília (Em nosso poder, foi entregue ao Comandante do CINDACTA1 em agosto de 2005). Contém diversas demandas para o CINDACTA1;
6. Sugerimos que revejam os depoimentos do Sgt Wellington Rodrigues e do Brigadeiro Ramon na CPI do chamado Apagão Aéreo e confrontem com a reportagem exibida pelo JN e pelo Fantástico na semana anterior aos depoimentos.

sábado, 16 de abril de 2011

Matéria da Agência Brasil

Nove aeroportos não devem ficar prontos até 2014, alerta Ipea
Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil | Yahoo! Notícias – qui, 14 de abr de 2011 10:48 BRT

As obras de ampliação de nove dos 12 aeroportos em funcionamento nas 12 cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014 não deverão ser concluídas até o início do evento. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, a situação é preocupante. A demora nas obras também já motivou críticas do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter.

De acordo com os responsáveis por uma nota técnica divulgada esta quinta (14), em Brasília (DF), considerando-se os prazos médios para elaboração de projetos, obtenção de licenças obrigatórias, realização de licitações públicas e início do serviço, “muito provavelmente não será possível concluir a maioria das obras de expansão dos terminais aeroportuários até a Copa de 2014”.

Segundo o Ipea, além dos nove terminais já em operação, o Aeroporto Internacional São Gonçalo do Amarante (RN), próximo à capital Natal, que ainda está em construção, também não deve ficar pronto antes de junho de 2014.

De acordo com os técnicos do Ipea, uma obra de infraestrutura em transportes leva em média 92 meses para ficar pronta, ou seja, mais de sete anos. Assim, com base em informações sobre a atual situação de cada aeroporto, fornecidas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), os técnicos do Ipea estimam que as obras dos aeroportos de Manaus (AM), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Guarulhos (SP), Salvador (BA), Campinas (SP) e Cuiabá (MT), todos ainda em fase de elaboração de projeto, não estarão prontas antes de 2017.

Nos aeroportos de Confins (MG) e de Porto Alegre (RS), embora o projeto de reforma já esteja pronto, as obras devem demorar cerca de seis anos e meio para serem concluídas.

O aeroporto de Curitiba (PR), diz a nota técnica, teria condições de receber os jogos desde que  “tudo dê certo e as obras começassem em janeiro deste ano”. De acordo com o site da Infraero, os projetos de ampliação do pátio e da pista de táxi, apresentados pelas construtoras que disputam o serviço, ainda estão sendo analisados, assim como as planilhas dos projetos de ampliação do terminal de passageiros. Já o Galeão (RJ), que está em obras, encontra-se em uma situação considerada adequada. Mesmo caso de Recife (PE), onde a previsão é de que seja construída apenas uma torre de controle.

Matéria do site G1

14/04/2011 10h30 - Atualizado em 14/04/2011 10h47
Nove aeroportos não devem ficar prontos para a Copa, aponta Ipea
Ao menos 9 dos 13 terminais não devem ser entregues a tempo do evento.
Estudo destaca ainda que 10 deles enfrentarão sobrecarga em 2014.
Do G1, em São Paulo
Ao menos 9 dos 13 aeroportos brasileiros que estão em obras para a Copa de 2014 não devem estar prontos a tempo de receber o evento. Essa é a conclusão do estudo “Aeroportos no Brasil: investimentos recentes, perspectivas e preocupações”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta quinta-feira (14). “Constata-se uma situação preocupante, uma vez que os prazos estimados pela Infraero dificilmente serão cumpridos”, diz a nota.
Os aeroportos cujas obras não devem terminar em tempo hábil, de acordo com o Ipea, são os de Manaus, Fortaleza, Brasília, Guarulhos, Salvador, Campinas, Cuiabá, Confins e Porto Alegre. No caso de Curitiba, o Ipea diz que o aeroporto tem condições de ficar pronto para a Copa de 2014, “se não houver qualquer atraso no cronograma previsto”. No Galeão, a situação operacional é considerada adequada, enquanto no Recife as obras se referem apenas à construção de uma torre de controle.
Para chegar a essas conclusões, o Ipea se baseou no prazo médio de execução de obras públicas de infraestrutura, que, segundo o instituto, é de 92 meses, ou seja, mais de 7 anos. “Toda obra de infraestrutura de grande porte no Brasil deve cumprir uma série de
etapas até sua finalização. Inicialmente, há a elaboração do projeto, seguida da liberação
da licença ambiental por parte do Ibama, da aprovação do TCU quanto à adequação de
custos, da licitação e, finalmente, das obras”, destaca o estudo.

Críticas da Fifa
A qualidade dos aeroportos no país foi alvo de críticas do presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), Joseph Blatter, no final de março. Ele manifestou descontentamento com a lentidão dos trabalhos em torno do mundial ao dizer que “a Copa do Mundo é amanhã, e os brasileiros pensam que é depois de amanhã”.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, respondeu a crítica: “Para o governo, a Copa é hoje. Temos urgência. Ninguém está mais preocupado com a realização do mundial da Fifa do que o Brasil.”
Cerca de duas semanas depois, Blatter voltou atrás e destacou os avanços das obras: " Recebi relatórios muito positivos sobre o andamento dos preparativos para o Mundial, especialmente na construção de estádios", afirmou.
Sobrecarga
O estudo do Ipea ressalta ainda que, dos 13 aeroportos com investimentos previstos para a Copa de 2014, 10 estariam operando acima de sua capacidade já em 2014, dentre eles Guarulhos, por exemplo. “A análise do plano de investimentos para os 13 aeroportos da Copa sugere que as obras foram planejadas com subdimensionamento da demanda futura.”
Segundo o Ipea, parte do problema nos aeroportos do país se deve à falta de investimentos em infraestrutura, “que deixaram de ser feitos por mais de 20 anos”. Depois, o bom desempenho da economia brasileira, especialmente a partir da segunda metade da década de 2000, “se, por um lado, representou a melhoria de indicadores sociais como a geração de emprego e renda, por outro lado os gargalos da infraestrutura brasileira tornaram-se mais evidentes”.
O instituto destaca que, embora os investimentos públicos no setor aéreo tenham se elevado de R$ 503 milhões em 2003 para mais de R$ 1,3 bilhão em 2010, as informações sobre as taxas de ocupação dos terminais de passageiros mostram necessidades de investimentos futuros ainda maiores. “Isso mostra que o setor continua sendo planejado com o olho no espelho retrovisor em vez de se preparar para 40 anos à frente.”
Baixa eficiência
O estudo do Ipea diz ainda que é preciso aprimorar a gestão da Infraero. “Apesar de insuficiente, a Infraero possui um plano de investimentos de R$ 1,4 bilhão ao ano (entre 2011 e 2014) para 13 aeroportos brasileiros, visando a Copa de 2014. Isso representa mais do triplo da média anual investida entre 2003 e 2010 pela empresa, que foi de R$ 430 milhões. Porém preocupa a baixa eficiência na execução dos programas de investimentos, que na média do período realizou apenas 44% dos recursos previstos.”
O Ipea conclui o estudo dizendo que medidas que melhorem a gestão dos aeroportos e o nível de investimentos têm que ser tomadas. “A iniciativa privada investe recursos nos demais modais de transporte (rodoviário, ferroviário e aquaviário). Apenas para o setor aeroportuário não há investimentos privados.”